Arquivo de Autor de

09
Mai
11

A história e o mito no episódio de Inês de castro

03
Fev
11

Processos morfológicos de formação de palavras (DT)

03
Fev
11

Falar verdade a mentir – resumo

A peça conta a história de dois criados, José Félix e Joaquina, que se vão casar. Joaquina veio com os seus patrões do Porto para Lisboa, onde vive José Félix, o que lhes deu a oportunidade de estarem juntos.
Joaquina revela então a José Félix que Amália, a filha do seu amo, prometeu–lhe que lhe iria dar um dote de cem moedas quando se casasse. Mas Joaquina disse que havia um problema: Duarte, o noivo de Amália, era um mentiroso compulsivo, e o pai de Amália (Brás Ferreira) disse-lhe que se o apanhasse numa mentira, acabava com o seu casamento. Interessado no dote, José Félix disse a Joaquina que tinham que dizer isso a Duarte, pois senão ele iria ser apanhado, o casamento iria ser cancelado e Joaquina nunca receberia o dote de Amália. Mas demasiado tarde! Duarte já tinha começado a contar mentiras ao pai de Amália, que após algumas histórias extraordinárias, começou a desconfiar dele.
Quando Amália finalmente contou as exigências do seu pai a Duarte, este ficou muito baralhado, e começou a confundir as suas mentiras. Numa tentativa de socorrer Duarte, José Félix, fez-se passar por pessoas que Duarte mencionara nas suas mentiras, como por exemplo Tomás José Marques e Milorde Coockimbrook. Mas no fim do dia, o pai de Amália descobriu que o seu futuro genro tinha mentido, apesar das suas mentiras terem acabado por ser verdade. Como agradecimento pela sua ajuda e pela “lição” que ele lhe deu, Duarte oferece um saco de dinheiro a José Félix. Com o “vício” de Duarte emendado e com o desejo de José Félix pelo dinheiro, satisfeito, a peça acaba com um final feliz.

26
Abr
10

Poesia visual

21
Abr
10

Início da Narração e Consílio dos Deuses


NARRAÇÃO

Após a Dedicatória, entra o narrador na narração da acção central: a descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama.
A narração vai ser feita por um narrador heterodiegética ou não participante, e será, pois, uma narração da 3ª pessoa, iniciada na estrofe 19 do Canto I.

Narração «in media res»

Como era de regra nos poemas épicos, a narração da viagem vai iniciar-se «in media res», isto é, já a meio do seu percurso. Os navegadores são colocados «no largo Oceano», aproximadamente na zona do Canal do Moçambique, ou seja, na zona que eles começam verdadeiramente a «descobrir». A parte inicial da viagem entre Lisboa e Melinde será mais tarde narrada por Vasco da Gama (narração homodiegética, isto é, feita por um narrador participante, em discurso de 1ª pessoa), num processo de retrospectiva ou analepse.

Ligação Viagem/Deuses

Camões inicia a narração na estrofe 19, para logo interromper na estrofe 20, introduzindo nela a primeira narração maravilhosa, a do Consílio dos Deuses no Olimpo. Assim se ligam, na narração da acção central do Poema, dois planos narrativos da obra: o plano da VIAGEM e o plano dos DEUSES.

«Já no largo Ocenao navegevam
As inquietas ondas apartando
…………» – estr. 19
Quando os Deuses no Olimpo luminoso…» estr. 20

É impossível ler, isoladamente, em separado, cada uma destas estrofes, visto elas integrarem uma grande frase, em que duas orações se ligam por uma conjunção temporal – «quando». Enquanto na estrofe 19 o sujeito da oração principal é subentendido, «eles», os navegadores, os humanos, na estrofe 20 o sujeito da oração subordinada temporal iniciada por «quando» é «os Deuses».
Navegação dos homens / caprichos dos Deuses ficarão, assim, indissociáveis, desde o início da narração. A acção central d`Os Lusíadas será, pois, constituída pela narração de uma viagem em que interferem os deuses, em confronto entre si e os homens.

CONSÍLIO DOS DEUSES NO OLIMPO

A partir da estrofe 20 e até à estrofe 41 será feita a 1ª narração maravilhosa do Poema – a do Consílio dos Deuses no Olimpo.
A realização deste 1º Consílio, ou assembleia, dos Deuses, marca o momento exacto em que os Deuses são chamados a intervir, pronunciando-se sobre o destino dos humanos que navegam em mares desconhecidos, num empreendimento novo, extremamente importante para o futuro dos próprios deuses, como o reconhecerão Vénus, Marte e Baco.

Posições assumidas

Júpiter – Pai dos Deuses, convoca o consílio e diz da sua decisão de facilitar que os fados se cumpram, ajudando os Portugueses. Desempenha a função de destinador, visto a ele competir, em última análise, tomar posição a favor ou contra os portugueses.

Baco – deus das paixões, dos vícios, do vinho, será o oponente dos portugueses. Teme que o seu prestigio no Oriente venha a ser substituído pelo dos Portugueses. Mais tarde, no canto VI, dirá que teme que não só ele, mas todos os deuses, venham a tornar-se humanos e os humanos deuses. Ao ver a sua posição vencida, tomará a iniciativa de várias traições contra os portugueses.

Vénus – deusa da beleza e do amor, mãe lendária de Eneias, fundador do povo romano. É a principal adjuvante dos portugueses. Porquê? Porque entende, por um lado, que os portugueses se assemelham muito aos romanos: na coragem, na ousadia, na língua, derivada do latim; por outro lado, porque pensa vir a ser celebrada pelos portugueses, se eles chegarem à Índia. Não só no Consílio, como sempre que Baco urdir traições, ela defenderá e ajudará os portugueses, intercedendo por eles, inclusive junto de Júpiter.

Marte – antigo apaixonado de Vénus, deus da guerra, profere um discurso decisivo em favor dos portugueses. Será após a sua intervenção que Júpiter tomará a decisão definitiva quanto à ajuda aos portugueses. Marte, assume, assim, uma posição favorável aos Portugueses, por duas razões: o “amor antigo” que o ligava a Vénus, primeira defensora da causa lusitana, a bravura dos Portugueses, que o próprio Júpiter, no seu discurso, tinha reconhecido. Marte considera ainda suspeitas as razões de Baco, considera-o invejoso.

15
Abr
10

Estrutura Externa e Interna de Os Lusíadas

A ESTRUTURA EXTERNA E INTERNA D`OS LUSÍADAS

A Estrutura Externa

• O poema encontra-se dividido em partes, que se designam por Cantos – 10 Cantos.
• Dentro de cada Canto há unidades narrativas menores, chamadas Episódios.
• Cada Canto é constituído por estrofes (conjunto de versos), uma vez que se trata de um poema (narrativa em verso).
• As estrofes são oitavas, ou seja, têm oito versos.
• Cada verso tem dez sílabas métricas, sendo, por isso, denominados decassílabos.

A Estrutura Interna
Os Lusíadas constroem-se pela sucessão de quatro partes:
• PROPOSIÇÃO – apresentação do assunto (canto I, estrofes 1 a 3).
O poeta anuncia que vai cantar as navegações e conquistas no Oriente, os guerreiros e os navegadores, os reis que permitiram a dilatação da Fé e do Império e todos os que, pelas suas obras valorosas, se imortalizaram.

• INVOCAÇÃO – pedido de ajuda às divindades inspiradoras: às Tágides (ninfas do Tejo). Ao longo do poema Camões faz ainda outras invocações: a Calíope (musa da poesia épica e da eloquência) e às ninfas do Mondego.

• DEDICATÓRIA – Camões dedica a obra a D. Sebastião e aconselha-o a novas empresas guerreiras (canto I, estrofes 6 a 18).

• NARRAÇÃO – parte do poema onde se narram as acções levadas a cabo pelo herói (o povo português). Inicia-se «in media res», isto é, quando a viagem já vai a meio, encontrando-se já os marinheiros portugueses em pleno Oceano Índico (canto I, estrofe 19 e vai até ao final da obra).

Por sua vez, a narração constrõe-se através da articulação de diversos planos:
• PLANO DA VIAGEM – viagem de Vasco da Gama e a descoberta do caminho marítimo para a Índia.

Continuamente articulado com este e paralelo a ele, surge um segundo plano, que diz respeito à intervenção dos deuses no Olimpo:

• PLANO DA MITOLOGIA – intervenção dos deuses do Olimpo nos acontecimentos.
Deuses:
 Júpiter – pai dos deuses;
 Marte – deus da guerra;
 Vénus – deusa do Amor;
 Neptuno – deus dos mares;
 Baco – deus do vinho e da desordem;
 Mercúrio – mensageiro dos deuses e deus do comércio;
 Apolo – deus do sol, da luz, da poesia.

Encaixado no primeiro plano, tem lugar um terceiro:
• PLANO DA HISTÓRIA DE PORTUGAL – narração de toda a história de Portugal desde Viriato até ao reinado de D. Manuel I.

Por último, temos ainda:
• PLANO DO POETA – considerações e opiniões do autor expressas no início e no fim dos cantos.

15
Abr
10

Resumo dos Cantos de OS Lusíadas

Canto I: Na abertura do poema Camões propõe-se cantar os navegadores portugueses que se aventuraram por mares desconhecidos, os Reis portugueses que espalharam a fé cristã e o Império Português e todos os portugueses que protagonizaram feitos heróicos. O Poeta dedica a obra a D. Sebastião depois de invocar as Tágides e pedir-lhes ajuda para conseguir escrever o poema. Diz ao Rei que o seu poema supera todos os da Antiguidade Clássica, pois vai conseguir contar, com verdades e realidades, aquilo que nenhum poeta antigo fora capaz de sonhar. Entra na narração já com os marinheiros ao largo de Moçambique. Entretanto, os deuses reunidos no Olimpo deliberam acerca do destino dos portugueses: Júpiter, Vénus e Marte declaram-se a seu favor. Baco é-lhes hostil. Este, tomando a figura de um mouro, tenta que a frota portuguesa seja destruída. Vencidos os mouros, ainda é tentada nova traição por meio de um piloto que lhes é fornecido, traição de que nada resulta.

Canto II: Segue a armada para Mombaça e nova cilada esperava os portugueses. O rei daquela cidade convida o Gama a desembarcar no porto. Dois condenados portugueses são encarregados de colher informações e deparam com Baco na figura de um sacerdote cristão, convencendo-se assim de que se encontravam em terra amiga. São salvos por Vénus e pelas Nereidas. O Gama, ao ver o milagre, agradece a Deus. Vénus vai ao sexto céu e roga a Júpiter protecção para a gente lusa. O pai dos deuses vaticina, acalmando-a, com os altos feitos dos Lusitanos nas partes do Oriente e logo manda Mercúrio a preparar a gente de Melinde para receber condignamente a armada portuguesa. Chegados à cidade de Melinde, o rei desta terra amiga pede ao Gama que lhe narre a História do seu Povo.

Canto III: Vasco da Gama inicia a História de Portugal depois de traçar a situação geográfica do seu país que, «dilatando a Fé», deu «novos mundos ao mundo»: Luso, Viriato, Conde D. Henrique, D. Teresa, D. Afonso Henriques, recontro de Valdevez, cerco de Guimarães, lealdade de Egas Moniz, batalha de Ourique, origem das Quinas, várias conquistas de cidades aos mouros, vitórias de D. Sancho I, D. Afonso II, destronamento deste, D. Sancho II, conquista do Algarve por D. Afonso II, D. Dinis, D. Afonso IV e a batalha do Salado com a intervenção de D. Maria de Portugal, morte de Inês de Castro, D. Pedro, o justiceiro, e D. Fernando, o Brando, cuja fraqueza Camões desculpa.

Canto IV: A História de Portugal continua: o Gama fala do Mestre de Avis e da Batalha de Aljubarrota. Surge a figura de Nun’Álvares Pereira, o salvador da Pátria; Valverde; conquista de Ceuta; D. Duarte e o cativeiro de D. Fernando, o Infante Santo; D. Afonso V toma algumas praças africanas; D. João II organiza várias expedições por terra até ao Oriente-, os rios Indo e Ganges aparecem, em sonhos a D. Manuel e mandam-no descobrir a Índia; conselhos em Montemor-o-Novo para uma decisão definitiva; preparativos da viagem; o adeus em Belém e a voz discordante do Velho do Restelo.

Canto V: Vasco da Gama descreve a viagem rumo ao Oriente com várias desgraças que a ele e aos companheiros sucederam: Fogo de Santelmo; Tromba Marítima; o mito do Adamastor a simbolizar todos os terrores e perigos que os navegadores suportariam ao atravessar o Cabo da Boa Esperança – este gigante metamorfoseado lança ameaças de vingança contra os que primeiro lhe devastassem os domínios, naufrágio de Sepúlveda; escorbuto e, a contrastar com tudo isto, o épisódio de Fernão Veloso que personifica a alegria e a graça portuguesas, no meio de tantos perigos e trabalhos.

Canto VI: O Gama termina a narração da História de Portugal ao rei de Melinde que, encantado, não sabia que fazer-lhe. Segue rumo a Calecut, mas Baco prepara nova traição: desce ao palácio de Neptuno a fim de incitar os deuses marinhos e provoca uma pavorosa tempestade que surgiu no momento em que Veloso, para distrair o espírito dos seus colegas, terminava de narrar o episódio cavaleiresco dos Doze de Inglaterra. Mais uma vez o Gama pediu protecção da «Divina Guarda» e Vénus novamente conseguiu dominar os ventos. Calecut está à vista.

Canto VII: Camões louva a Nação Portuguesa pelo muito que fizera em prol da Cristandade e compara-as com as outras Nações censurando-as; descreve a Índia e fala-nos de Monçaide que tão útil se mostrou aos Portugueses; o Gama visita o Samorim e o Catual visita a armada; Paulo da Gama descreve a este as figuras dos heróis nacionais desenhadas nas bandeiras de seda.

Canto VIII: Camões continua a narra a História de Portugal servindo-se daquelas figuras heróicas: Luso, Viriato, Conde D. Henrique, o primeiro Afonso, Egas Moniz, D. Fuas Roupinho e tantos outros. Mais uma vez, e será a última, Baco, tomando a forma de Mafoma, aparece em sonhos a um «devoto sacerdote» mouro e inspira-lhe ódio contra os Lusitanos. O sacerdote, assim que acordou, fez saber que os Portugueses são grandes inimigos. O Catual prepara-se para novas vinganças e, depois de prender o Gama e soltá-lo em troa de mercadorias que este mandou vir das naus, pensa destruí-las.

Canto IX: E, para isso, retém dois feitores portugueses na cidade, até que cheguem umas naus que afundem as do Gama. Este, por sua vez, aprisiona alguns negociantes de pedrarias que tinham ido às naus. A notícia desta prisão propala-se e o Samorim manda soltar os feitores. Vasco da Gama regressa à Pátria e, no caminho, ele e os seus companheiros vão ter o prémio de tantos trabalhos e fadigas: a Ilha dos Amores. Era justo que os Portugueses, após feitos tão valorosos, fossem transformados em semideuses e com as deusas se «divertissem». Aqui reside o ponto culminante d’Os Lusíadas e também aqui Camões desforra-se da Fortuna e suas contrariedades apresentando-a vencida pelo Amor.

Canto IX e X: levados pela deusa do Amor a um palácio, Tétis oferece-lhes um banquete. Uma ninfa profetiza altos feitos que a gente lusa haveria de realizar por aquelas e outras paragens. Tétis, por sua vez, conduz o Gama ao alto de um monte e descreve-lhe o Universo, segundo o sistema de Ptolomeu, e nele os lugares onde os portugueses hão-de realizar feitos heróicos. Despede-se e aqueles embarcam para a Pátria. Chegada a Portugal. Camões termina o seu poema desanimado, e exorta D. Sebastião a que não ceda às influências funestas de que está cercado, mas procure rodear-se de bons conselheiros, prometendo voltar a pegar na pena para celebrar os seus altos feitos em terras do norte de África.

15
Abr
10

Texto Lírico

09
Mar
10

Ficha de Leitura_Falar Verdade a Mentir

05
Mar
10

Sophia de M.B.Andresen – Vida e Obra




 

Maio 2012
S T Q Q S S D
« Mai    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.